Baterista do HELLISH WAR é o novo endorsee da MEINL CYMBALS

Daniel Person (divulgação)

A renomada empresa alemã de pratos MEINL International acaba de fechar parceria de endorsement com Daniel Person, baterista do HELLISH WAR.

Há 60 anos no mercado, a MEINL é uma marca caracterizada pela inovação e pioneirismo. O exemplo mais recente disso é a linha de pratos “Classics Custom Extreme Metal Series”, criada especialmente para os bateras de heavy metal e todas as suas vertentes. 

No Brasil, a MEINL é representada pela Prime Music - www.primemusic.com.br

Fazem parte do cast de endorsees da MEINL alguns dos maiores baterista do mundo como Mike Terrana, Thomas Lang, Derek Roddy, Chris Adler (Lamb of God) e Brann Dailor (Mastodon). No Brasil, Rodrigo Oliveira (Korzus) e Alexandre Aposan (Oficina G3) são alguns dos músicos patrocinados. 

Daniel não esconde o orgulho por agora também fazer parte desse time de feras.

“Estou muito feliz por fazer parte do time da MEINL e estar ao lado de bateras que me influenciaram e me influenciam até hoje. Em breve gravarei alguns vídeos pra galera conferir o som desse meu novo set de pratos.”

Para conferir o perfil e setup atual de Daniel Person no site da MEINL, acesse http://meinlcymbals.com/artists/artist/ARTIST/daniel_person 

Entre outras novidades, o HELLISH WAR está em fase final de produção de seu novo álbum, Keep It Hellish. O disco será o quarto da carreira da banda, sucessor do ao vivo Live in Germany (Hellion Records).

Teia apresenta Fenícia

Por Igor Férva // Foto: Divulgação

Quatro amigos de Descalvado, cidade do interior de São Paulo, se juntaram e saíram por aí para tentar fazer sucesso no mundo do rock. Está certo que ainda não atingiram omainstream, mas pela qualidade apresentada, já merecem um lugar ao Sol.
Estou falando dos integrantes da bandaFenícia, que são: Ninne Monzani, 23 (vocalista); Mafu Fuzaro, 22 (batera); Teuzinho “Rocks” Feliciano, 26 (guitarrista), e Tiago Pazotto, 27 (baixista). Os três rapazes se conheceram, ainda crianças, numa igreja. Teuzinho e Pazotto ainda tocaram juntos por seis anos em uma banda da cidade. “Eu conheci o Teuzinho em outra banda, posteriormente formando a Fenícia”, completa a vocalista.

O quarteto está na estrada desde 2005, e de lá pra cá, muitas coisas inusitadas aconteceram. Desde um fã, incoveniente, acordando-os às 7 horas da manhã, pra trocar ideia, pedir autógrafo e tirar fotos, até um mal estar geral da banda em cima do palco. “Depois de comer uma pizza, alguns integrantes passaram muito mal, mas muito mesmo. Fizemos um show totalmente debilitados”, conta Ninne. À volta para casa naquele dia também não foi das mais tranquilas, já que banda teve que parar num Pronto Socorro no meio do caminho. “Paramos em Lins para tomar soro. Naquela ocasião, dois não tinham carta, um não enxergava direito. Eu, que até então, nunca tinha dirigido em rodovia, tive que vir guiando 400 km até nossa cidade, parando toda hora pra alguém vomitar. Sem contar que estava a maior chuva na madrugada e ainda faltando 200 km para chegar. Nossos pais tiveram que ir buscar a gente, pois estávamos ainda sem condições físicas e mentais para chegarmos”, completa.

Como a banda tem um nome feminino e a vocalista é uma mulher, muitas pessoas também fazem uma curiosa confusão: “Muita gente acha que eu, Ninne, sou a Fenícia (risos)! É bem engraçado.”

Mas não só de situações bizarras vive a galera da Fenícia, pois eles já tocaram em diversos festivais, em um deles, o Fun Music, dividiram o palco com bandas do porte de Titãs e Nx Zero. Também têm um álbum, homônimo, gravado e já lançaram um clipe, que rola, de vez em quando, na MTV, com a música “14 palavras”.

Em suas apresentações, além de tocarem composições próprias, eles mandam bem fazendo covers.IncubusSystem Of a DownRaimundos, entre outras bandas são frequentemente “homenageadas” pela galera de Descalvado. SeetherRage Against The Machine e até a gospel Oficina G3 também influenciam a banda. Apesar do som pesado que admira a galera do Fenícia, Ninne garante que não gosta de rótulos: “Sempre achamos que o som tinha que soar como Fenícia, sem nos preocuparmos muito com rótulos, a banda tem que estar à vontade e sentir prazer com o som que faz. Definição fica para as revistas especializadas e críticos de música”.

Como toda banda nova, a Fenícia nasceu ligada à internet. Ferramenta que eles utilizam muito bem pra se promoverem, porém sabem os males que a internet causa aos músicos, pois de acordo com a vocalista: “A internet facilita a divulgação do trabalho, o que aumenta a competitividade no sentido de conseguir seu espaço. Porém, a venda de CD diminuiu muito, isso acabou mudando o mercado da música, hoje é muito simples baixar o som e colocar no seu playlist”.

E apesar de expor o problema da venda de CDs, a banda prepara este ano (2011) o seu segundo álbum, sem nome definido ainda, mas com mais pegada que o primeiro: “São 10 musicas próprias e, o som está mais pesado e cru em relação ao primeiro disco”. Um novo clipe também está nas pretensões da Fenícia para 2011. “Mas o maior desejo mesmo é continuar tocando, participando de festivais e produzir mais trabalhos para podermos compartilhar com nossos fãs de hoje e do futuro”, finaliza Ninne.

O craque do samba

Por Igor Férva // Foto: Divulgação

“Filho de peixe, peixinho é”. Podemos dizer que essa velha máxima se enquadra perfeitamente a Diogo Nogueira. Filho do consagrado sambista João Nogueira, Diogo parece trilhar os mesmos passos do pai. E pelo jeito não sente o fardo de carregar nas costas essa responsabilidade de ser comparado ao seu progenitor, já que desde que começou a sua carreira há cinco anos, ele já se tornou um dos sambistas mais respeitados da sua geração. “As comparações existiram. Ser filho de um grande artista como João Nogueira é, antes de tudo, um orgulho e um privilégio. Sou fã do meu pai e da obra dele, mas nunca tive facilidades por isso. Sempre fiz meu trabalho com sinceridade e honestidade, e isso me dá uma grande base para ir em frente e confiar no meu próprio taco”, diz Diogo.

Em suas apresentações ele demonstra altivez de um veterano. Por ter participado de alguns shows, ao lado de seu pai,  na adolescência, dividindo os palcos com os mais consagrados bambas do Rio de Janeiro, isso, talvez, tenha feito dele um cara preparado para o sucesso.  Porém, não é só no palco que se destaca, pois há quatro anos ele compõe sambas-enredos para a Portela, e por duas vezes suas composições ganharam a nota máxima pelos jurados do Carnaval carioca.

 Mas por pouco nós não perdemos essa jóia rara do samba. Teimoso, Diogo tinha a música apenas como um hobby. Como todo bom carioca apaixonado por futebol, esse flamenguista fanático, de 29 anos, queria mesmo é jogar bola, e até se profissionalizou, mas uma contusão fez com que abandonasse os gramados prematuramente aos 23 anos.  “Sempre quis ser jogador de futebol. Quando eu treinava no Cruzeiro de Porto Alegre, em 2004, tive uma lesão no joelho e voltei para o Rio de Janeiro”, conta.  

No retorno à cidade maravilhosa, o destino foi tratando de colocá-lo no seu devido lugar; as rodas de samba. “Aos poucos, comecei a participar de rodas de samba, dando canjas, até que montei a minha própria banda. Esse momento foi decisivo na minha vida, pois a partir daí decidi seguir a carreira de cantor e, aos poucos, fui construindo o trabalho que tenho hoje“, relembra ele.  E nestes poucos anos de estrada, Diogo já concorreu ao Grammy Latino em 2008, indicado ao prêmio de artista revelação, além disso, já fez uma turnê pelo EUA, passando por Miami, Houston, San Francisco e Newark. Anteriormente ele já havia feito shows em San Diego e Los Angeles.

Obviamente, fã incondicional de samba, Diogo têm entre suas referências, além de seu pai, artistas, como:  Monarco, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Cartola, Nelson Cavaquinho e Candeia. “Chico Buarque é outra referência, além de Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e tantos outros bambas que fazem a história da nossa música popular brasileira.”, completa. 

Porém, já dividiu o palco com artistas de outros estilos musicais, como: o violonista Marcel Powell, Marcelo D2, e a roqueira Pitty. Atualmente ele apresenta o Samba na Gamboa, programa de 26 episódios que passa, toda terça-feira as 23h00 na TV Brasil, onde recebe e canta junto com diversos mestres da música brasileira.  

Mas entre todas as suas parcerias, tem uma que ele guarda com carinho, e que de certa maneira foi o ponto de partida na vida musical: “Em 2005 fiz uma participação no show comemorativo dos 40 anos de carreira da Beth Carvalho, em pleno Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que foi marcante na minha carreira”.

Com dois álbuns gravados (Diogo Nogueira Ao Vivo, lançado em CD e DVD -2007 e Tô fazendo a minha parte – 2010 – Este último com parcerias com: Chico Buarque, Ivan Lins e Arlindo Cruz), Diogo em julho gravará seu segundo DVD, intitulado Sou Eu, direto do Vivo Rio, no Rio Janeiro. Ainda este ano (2010), uma turnê pela Europa já está programada

Cantor, compositor e apresentador consagrado antes dos 30 anos, podemos dizer que o rapaz saiu dos gramados para ser um verdadeiro camisa 10 na música.

O corpo como instrumento

Por Igor Férva // Foto: Divulgação

Eles fazem música, mas não formam apenas uma banda, são muito mais que isso, na verdade eles constituem um grupo de manifestações artísticas que mistura música, dança e arte cênica. Mas o som que fazem também não é nada convencional, já que utilizam o corpo como instrumentos. Estou falando do grupo de percussão corporal, Barbatuques.

Fernando Barboza, (ou Barba como é conhecido) é o fundador do grupo, e sempre brincou de tirar sons batendo palmas, estalando os dedos, e batucando o próprio peito. E essa brincadeira de fazer sons com o próprio corpo contagiava tanto seus amigos, que eles gostaram da ideia e começaram a brincar também. Mas o que parecia apenas uma diversão entre amigos, começou a ficar sério quando Barba entrou para um curso de percussão corporal, e logo depois fundou o Auê Núcleo de Ensino Musical, em 1993, com intuito de pesquisar e ensinar formas de batuques corporais, enfim, uma oficina musical. Com o projeto criado, ele se juntou com outros músicos e oficializou de vez, em 1995, o Barbatuques, que além de explorar os infinitos sons corporais, acrescentam-se ao grupo, instrumentos como berimbau de boca, flauta e guitarra, que faz com que criem canções e melodias inspiradas em músicas regionalistas do Brasil; samba, forró, baião, xaxado e maracatu, misturadas com outros ritmos e danças, como flamenco eboot dance, e o sapateado americano.

O grupo existe há 14 anos, mas sua formação, com 13 integrantes, vira e mexe, vive mudando: “Essa troca não acontece toda hora, já tivemos, mais ou menos, umas três formações. A atual está há pelo menos oito anos de forma que pode ser considerada fixa e estável”. Afirma Barba. Com muito talento, oBarbatuques já dividiu o palco com músicos consagrados como: Bobby McFerrin, Camille, Keith Terry, Marku Ribas, Chico César, Badi Assad, entre outros. Além disso, gravaram dois CDs (Corpo do Som, em 2002, e O seguinte é esse, em 2005), e um DVD (Corpo do Som ao Vivo, em 2007), e já tocaram em grandes festivais, como o Recbeat, em Recife, onde tiveram o seu maior público, com cerca de 10.000 pessoas. Mas suas batucadas corporais não fazem sucesso apenas no Brasil, o grupo também já fez show, e realizou workshops ao redor do mundo. EUA, França, Espanha, Suíça, Portugal, Líbano, Rússia, Senegal e Colômbia, foram só alguns dos países que os batuqueiros já passaram, sem contar que fizeram a trilha de um comercial, onde aparece o jogador Ronaldinho Gaúcho jogando bola ainda criança, com a música Baião Destemperado de fundo, ainda no mundo futebolístico, participaram de um comercial da empresa de cevejas Heineken, numa propaganda para Champions League (Copa do Campeões da Europa).

E neste tempo todo na estrada, fatos interessantes também aconteceram: “Já teve uma história de um casal que se conheceu em um show nosso e que mais tarde se casou ao som do Barbatuques”´, lembra Barba. Outra história que marcou o grupo foi à formação do grupo Batucadeiros em Brasília. Um músico chamado Ricardo, ex aluno do Barba, foi influenciado pela oficina e a partir daí criou um trabalho social em Brasilia, para crianças carentes. Porém, o que encanta mesmo o pessoal do grupo, segundo Barba, é ver as pessoas ao final de seus shows saírem batucando e explorando a música de seus próprios corpos: “Essa e uma cena recorrente e que nos mostra que nosso objetivo de tocar as pessoas foi alcançado”. Mas claro, que além de encantar, o Barbatuques também é encantado, e a lista de músicos que eles admiram é composta por; Bobby McFerrin, Hermeto Pascoal, Nana Vasconcelos, Stenio Mendes, Keith Terry, Coco Raízes de Arcoverde e Stomp.

Para o futuro o grupo tem grandes planos, já que este ano (2010), viagens para EUA e para Europa já estão programadas, e estudam uma possível turnê pelo Brasil. Também têm a intenção de produzir mais um CD e DVD. Barba garante ainda, que o Barbatuques quer abranger ainda mais suas oficinas: “Queremos também cada vez mais aumentar o alcance de nossa atuação para vários segmentos, alcançando mais e mais países pelo mundo”.

MÚSICA: Baião destemperado