Inauguração de museu termina com protesto em SP

Cerca de 30 manifestantes protestaram hoje contra a reintegração de posse em Pinheirinho, São José dos Campos (97 km de SP). O empurra-empurra ocorreu no final do evento de inauguração do MAC-USP, no espaço onde funcionava o Detran-SP, no Ibirapuera (zona sul), ao meio-dia. Sem a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o alvo foi seu secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, que também é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB.

Quando o secretário se preparava para deixar o prédio projetado por Oscar Niemeyer, o grupo começou a gritar “Pinheirinho” e “matador”, cercou Matarazzo e cobrou explicações. Cercado por assessores, ele conseguiu entrar no carro com dificuldade. Na sequência, o veículo foi atingido por alguns ovos. Após sua saída, o vereador tucano Floriano Pesaro bateu boca com os manifestantes. A Polícia Militar monitorou o protesto sem truculência.

“Viemos porque, muito mais que cultural, esse é um evento político. Poderiam estar aqui o Alckmin, o [prefeito Gilbeto] e o [reitor da USP, João Grandino] Rodas, a trinca do autoritarismo”, afirmou o Jorge Matheus, 27, um dos manisfestantes.

A inauguração do Museu de Arte Contemporânea da USP estava marcada para as 11h. O reitor, no entanto, chegou antes do horário, ficou alguns minutos e foi embora. Também passaram por lá os ex-governadores Alberto Goldman (PSDB) e Paulo Maluf (PP), neoaliado de Alckmin.

O grupo também protestou contra a ação da polícia militar na cracolândia e na USP. Na última quarta, na missa de aniversário da cidade, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi alvo de manifestação semelhante. O carro dele foi cercado e arremessaram ovos e pedras em sua direção.

Articulada nas redes sociais, a manifestação já era esperada pelos organizadores do evento. Durante a inauguração, pouco se olhava para as 17 esculturas que deram o pontapé inicial na ocupação paulatina do prédio de sete andares. Os convidados, na maior parte do tempo, conversaram no salão principal. Entre eles, estavam os manifestantes, que só iniciaram a ação quando o secretário Matarazzo deixou o prédio.

Por meio de nota, o secretário lamentou o ocorrido. “No final da cerimônia, um pequeno grupo de manifestantes tentou impedi-lo de sair do local jogando objetos, com intimidação pessoal, hostilizando não apenas o Secretário, como visitantes e convidados, alguns deles idosos”, diz a nota.

“Era um momento de festa para a cidade, temos orgulho de presentear São Paulo com a nova sede do MAC. Jamais esperava que politizassem o evento e não há como encarar o que ocorreu de outra forma: foram atos de truculência. Fui agredido fisicamente durante a manifestação e esse é o limite da democracia, ninguém pode tirar o direito do outro de ir e vir, era apenas isso que eu tentava fazer. Essas pessoas não têm a mínima noção do que é cidadania. Também me preocupei com a segurança de todos que comemoravam conosco um marco para a cidade”, afirmou Matarazzo.

A mostra “O Tridimensional no Acervo do MAC: uma Antologia” oficializa a abertura do museu com três anos de atraso e um investimento de R$ milhões*. Embora apenas a imprensa e pessoas ligadas às artes e ao poder figurassem entre os convidados, não havia restrições de visitação. A entrada era livre para quem quisesse. Amanhã, o museu abre oficialmente para o público. A entrada é gratuita e o espaço funcionará de terça a domingo, das 10h às 18h.

Fonte: Folha de São Paulo

(*) O valor do investimento não foi publicado pela fonte.

Fundação CASA fecha parceria com o Museu do Café

Além de acesso à cultura, jovens poderão fazer um curso de capacitação de manuseio de máquinas de café expresso


Os dois centros socioeducativos da Fundação CASA, de Praia Grande, realizaram parceria inédita com o Museu do Café, em Santos, com o objetivo principal de levar conhecimento histórico e cultural aos adolescentes.

A coordenadora técnica do museu, Marcela Rezek, disse que a proposta é fazer com que o museu não fique fechado em si e que possa mostrar para a sociedade e para os adolescentes todo o conhecimento histórico e artístico. “Iremos trabalhar a cultura para melhorar a vida desses jovens”, ressaltou.

Esta parceria também pretende oferecer oportunidades de capacitação. Alguns jovens participarão do programa Meu Espresso, no qual o Museu do Café oferece capacitação técnica no manuseio de máquinas de café expresso. O curso terá dinâmicas dentro dos centros socioeducativos e atividades práticas no próprio Museu em Santos. Serão abordados os seguintes conteúdos: família e variedade dos cafés, espécies de cafés, a colheita, tipos de secagem, categorias dos cafés, principais características da bebida, ponto de torra, moagem para cada modo de preparo, qualidade da água, preparação de café expresso e xícara perfeita.

O diretor dos centros, Roberto Tadeu Terriaga, acredita que a parceria é importante para abrir um novo leque de conhecimentos para os adolescentes, que não tem acesso a questões culturais do nosso país.

“O acervo de informações que o Museu do Café tem, é muito rico e pode ajudar na formação dos adolescentes, considerando que a parceria traz propostas para trabalhar as questões culturais, como também educação voltada para o trabalho, a exemplo do curso de manuseio de máquinas de café expresso”, ressaltou.

Museu do Café

Um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos, o Museu do Café, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, foi criado em 1998 com o objetivo de preservar e divulgar a histórica relação entre o café e o Brasil.

Sediado no edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, o Museu do Café tem como principais destaques telas e painéis de Benedicto Calixto e o Salão do Pregão, onde eram realizadas as negociações que determinavam as cotações diárias das sacas de café. Os pregões foram realizados no Palácio da Bolsa Oficial de Café até 1957, quando os negócios foram transferidos para São Paulo.

Entre objetos e documentos que formam seu acervo, é possível perceber como a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do País estão intimamente ligados. Fotografias, maquetes e painéis ajudam a contextualizar a chegada das primeiras mudas e sementes da planta ao Brasil, a profissionalização das plantações e da mão de obra e a chegada dos imigrantes japoneses e europeus para o trabalho nas lavouras. Uma história de riqueza e desenvolvimento impulsionada pela cafeicultura.

Acervo Vivo: 40 Anos de Cartazes Brasileiros - MIS

Até 25 de março, acontece a exposição Acervo Vivo: 40 anos de Cartazes Brasileiros, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A indicação é de conexaopaulistana:

Acervo Vivo: 40 Anos de Cartazes Brasileiros - MIS

Traçando um importante panorama de design de cartazes brasileiros, o Acervo Vivo, projeto com a iniciativa de resgatar a importância de obras de cinema, vídeo e fotografia preservadas pelo MIS, apresenta uma coleção de cartazes de 1959 a 2001.

Foram selecionadas peças raras pertencentes à coleção do MIS que, ao anunciarem filmes, teatros, espetáculos e exposições, revelam o que foi a gráfica brasileira nessas quatro décadas. A exposição apresenta alguns dos mais importantes designers de cartazes brasileiros, como Emilie Chamie, Guto Lacaz e Vicente Gil.

Informações

De 25 de janeiro a 25 de março de 2012

Onde: MIS - Museu da Imagem e do Som (WebMIS)

Endereço: Avenida Europa, 158 - Jardim Europa (veja no mapa) | Consulte informações no site da SPTrans ou as dicas no site do museu, aqui

Horário: Terça a sábado, das 12h às 21h | Domingos e feriados, das 11h às 21h

Entrada: Gratuito

Mais Informações: MIS

A bela imagem abaixo é uma colaboração de idareandiwilldoit, criação de Lawrence Yang.

A crítica sócio-política é uma das coisas que me agrada, principalmente se feita de forma mais subjetiva, ou menos explícita. A imagem abaixo é uma colaboração de 366diasemnovayork, com uma leitura razoável sobre ela.

28 de Janeiro

Em Nova York, muitas vezes, a pixação tem um propósito subversivo e sarcástico. É o caso na pixação encontrada nesta parede no Brooklyn, utilizando um trocadilho para criticar a economia Norte-Americana de forma genial.

Para explicar: a frase “You are not alone” - “você não está sozinho” - é bastante comum na cultura de entretenimento Norte-Americana. Essa pixação subverte a sentença, substituindo “alone” por uma combinação de som semelhante - “a loan”, ou “empréstimo”. O contexto, nesse caso, é importante: empréstimos a longo prazo são parte integrante da cultura de consumo Norte-Americana, sendo a base de boa parte dos problemas financeiros sofridos pela sociedade do país (principalmente os empréstimos para cursar faculdade, bastante criticados recentemente).

Ou seja, “você não é um empréstimo”, mas escrito de forma genial.

Williamsburg, Brooklyn.

A crítica sócio-política é uma das coisas que me agrada, principalmente se feita de forma mais subjetiva, ou menos explícita. A imagem abaixo é uma colaboração de 366diasemnovayork, com uma leitura razoável sobre ela.

28 de Janeiro

Em Nova York, muitas vezes, a pixação tem um propósito subversivo e sarcástico. É o caso na pixação encontrada nesta parede no Brooklyn, utilizando um trocadilho para criticar a economia Norte-Americana de forma genial.

Para explicar: a frase “You are not alone” - “você não está sozinho” - é bastante comum na cultura de entretenimento Norte-Americana. Essa pixação subverte a sentença, substituindo “alone” por uma combinação de som semelhante - “a loan”, ou “empréstimo”. O contexto, nesse caso, é importante: empréstimos a longo prazo são parte integrante da cultura de consumo Norte-Americana, sendo a base de boa parte dos problemas financeiros sofridos pela sociedade do país (principalmente os empréstimos para cursar faculdade, bastante criticados recentemente).

Ou seja, “você não é um empréstimo”, mas escrito de forma genial.

Williamsburg, Brooklyn.